Dói para colocar o DIU? Entenda como é o procedimento
- Dra Arissa Onishi

- há 23 horas
- 3 min de leitura
A inserção do dispositivo intrauterino (DIU), seja ele hormonal (como Mirena ou Kyleena) ou não hormonal (como cobre ou cobre com prata), é um procedimento relativamente simples.
Mas mais importante do que isso é você saber exatamente como ele é planejado e realizado, com cuidado e individualização. Por isso, vou te explicar passo a passo como funciona no meu consultório.
1. O primeiro passo: a consulta
A consulta é uma etapa essencial. É nela que nós, juntas, vamos escolher o método mais adequado para você.
E como eu faço essa avaliação?
Eu busco entender:
suas características individuais;
suas expectativas em relação ao método;
seu padrão de fluxo menstrual;
qual padrão de sangramento você deseja;
e se existe a necessidade de benefícios adicionais além da contracepção (como melhora da acne, do inchaço ou dos sintomas pré-menstruais).
Durante essa consulta, eu te explico com calma:
o que esperar de cada método;
as diferenças entre eles;
vantagens e possíveis desvantagens.

Depois de te conhecer melhor, eu te dou a minha opinião — sempre explicando os motivos pelos quais acredito que determinado método pode ser o mais adequado para você.
Mas, como eu sempre reforço: essa é uma decisão que tomamos juntas. E a sua escolha é a mais importante.
2. Preparação para a inserção do DIU
Se o método escolhido for o DIU, nós agendamos um retorno para a inserção.
Antes do procedimento, é muito importante termos uma segurança razoável de que você não esteja grávida. Por isso, oriento que você:
utilize preservativo de forma consistente (sempre — independente do DIU ou do tempo de relacionamento);
ou mantenha o método contraceptivo que já utiliza;
ou realize a inserção durante a menstruação (preferencialmente nos primeiros 7 dias).
3. Como eu cuido da sua dor durante o procedimento
Esse é um ponto muito importante para mim.
Eu tenho um limiar de dor baixo, ou seja, sinto dor com facilidade e por isso o conforto das minhas pacientes sempre foi uma prioridade no meu atendimento.
Para reduzir ao máximo o desconforto, eu adoto algumas medidas:
envio previamente uma receita de anti-inflamatório, para ser tomado cerca de 1 hora antes;
explico novamente todos os passos antes de começarmos;
ofereço uma bolsinha de água quente, que ajuda no relaxamento.
Durante o procedimento (e em todo exame ginecológico), eu faço algo que considero fundamental: eu explico, passo a passo, tudo o que estou fazendo.
Isso evita aquela sensação de medo ou aflição por não saber o que está acontecendo, algo muito comum, e que muitas pacientes relatam (é um pouco como ir ao dentista sem saber o que ele vai fazer, sabe?).
4. A anestesia e a inserção

Além de todos esses cuidados, eu costumo realizar anestesia no colo do útero.
Utilizo um carpule com uma agulha extremamente fina, o que permite uma aplicação muito delicada e gradual do anestésico. A maioria das pacientes me relata que não sente praticamente nada nessa etapa.
Após isso, realizo a inserção do DIU com muita delicadeza.
E uma coisa que sempre deixo muito clara:se em qualquer momento você se sentir desconfortável, insegura ou com dor, basta me dizer. Eu paro imediatamente. Seu tempo e seu conforto são respeitados em todos os momentos.
5. Consultório ou centro cirúrgico: qual a melhor opção?
A inserção do DIU pode ser feita tanto no consultório quanto no centro cirúrgico.
Na maior parte dos casos, a inserção no consultório é a melhor escolha:
é mais rápida;
tem menor risco de complicações;
Mas, como toda conduta no meu consultório, essa decisão é individualizada.
Levo em consideração:
seu limiar de dor;
dificuldade em exames ginecológicos;
histórico de tentativas anteriores;
e, principalmente, a sua preferência.
Em alguns casos, a inserção no centro cirúrgico pode ser a melhor opção.
Conclusão
A inserção do DIU é um procedimento simples, mas que deve ser feito com cuidado, informação e respeito.
Mais do que “doer ou não doer”, o que realmente faz diferença é como esse processo é conduzido.
Quando você entende o que vai acontecer, se sente acolhida e tem sua dor levada a sério, tudo se torna mais tranquilo.
Se você está considerando o DIU e quer entender qual é a melhor opção para o seu caso, agende uma consulta. Vai ser um prazer te orientar nesse processo.
Texto escrito por:
Dra Arissa Onishi - Ginecologista em Campinas e Foz do Iguaçu. CRM 220977 | RQE 125970
Atendimentos nos locais:
Av. Orosimbo Maia, 360 - 6º andar - Vila Mariana, Campinas - SP
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Contato: (19) 93627-1066





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